domingo, 26 de maio de 2013

A Força das Palavras




"Viemos ao mundo para dar nomes às coisas:
dessa forma nos tornamos senhores delas
ou servos de quem as batizar antes de nós"

Palavras assustam mais do que fatos: às vezes é assim.

Descobri isso quando as pessoas discutiam e lançavam palavras como dardos sobre a mesa de jantar. Nessa época, meus olhos mal alcançavam o tampo da mesa e o mundo dos adultos me parecia fascinante. O meu era demais limitado por horários que tinham de ser obedecidos (por que criança tinha de dormir tão cedo?), regras chatas (por que não correr descalça na chuva, por que não botar os pés em cima do sofá, por quê, por quê, por quê...?), e a escola era um fardo (seria tão mais divertido ficar lendo debaixo das árvores no jardim de casa...).

Mas, em compensação, na escola também se brincava com palavras: lá, como em casa, havia livros, e neles as palavras eram caramelos saborosos ou pedrinhas coloridas que a gente colecionava, olhava contra a luz, revirava no céu da boca... E às vezes cuspia na cara de alguém de propósito, para machucar.

Depois houve um tempo (hoje não mais?) em que palavras eram cortadas por reticências na tela do cinema, enquanto sobre elas se representavam cenas que, como se dizia no tempo dos pudores, fariam corar um frade de pedra.

Palavras ofendem mais do que a realidade – sempre achei isso muito divertido. Palavras servem para criar mal-entendidos que magoam durante anos:


–.Você aquela vez disse que eu...

–.De jeito nenhum, eu jamais imaginei, nem de longe, dizer uma coisa dessas....

–.Mas você disse...

–.Nunca! Tenho certeza absoluta!

Vivemos nesses enganos, nesses desencontros, nesse desperdício de felicidade e afeto. No sofrimento desnecessário, quando silenciamos em lugar de esclarecer. "Agora não quero falar nisso", dizemos. Mas a gente devia falar exatamente disso que nos assusta e nos afasta do outro. O silêncio, quando devíamos falar, ou a palavra errada, quando devíamos ter ficado quietos: instauram-se, assim, o drama da convivência e a dificuldade do amor.

Sou dos que optam pela palavra sempre que é possível. Olho no olho, às vezes mão na mão ou mão no ombro: vem cá, vamos conversar? Nem sempre é possível. Mas, em geral, é melhor do que o silêncio crispado e as palavras varridas para baixo do tapete.

Não falo do silêncio bom em que se compartilham ternura e entendimento. Falo do mal de um silêncio ressentido em que se acumulam incompreensão e amargura – o vazio cresce e a mágoa distancia na mesma sala, na mesma cama, na mesma vida. Em parte porque nada foi dito, quando tudo precisaria ser falado, talvez até para que a gente pudesse se afastar com amizade e respeito quando ainda era tempo.

Falar é também a essência da terapia: pronunciando o nome das coisas que nos feriram, ou das que nos assustam mais, de alguma forma adquirimos sobre elas um mínimo controle. O fantasma passa a ter nome e rosto, e começamos a lidar com ele. Há estudos interessantíssimos sobre os nomes atribuídos ao diabo, a enfermidades consideradas incuráveis ou altamente contagiosas: muitas vezes, em lugar das palavras exatas, usamos eufemismos para que o mal a que elas se referem não nos atinja.

A palavra faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra, seduzimos num texto; com a palavra, liquidamos – negócios, amores. Uma palavra confere o nome ao filho que nasce e ao navio que transportará vidas ou armas.

"Vá", "Venha", Fique", "Eu vou", "Eu não sei", "Eu quero, mas não posso", "Eu não sou capaz", "Sim, eu mereço" – dessa forma, marcamos as nossas escolhas, a derrota diante do nosso medo ou a vitória sobre o nosso susto. Viemos ao mundo para dar nomes às coisas: dessa forma nos tornamos senhores delas ou servos de quem as batizar antes de nós."

Lya Luft é escritora
FONTE......REVISTA VEJA, em sua edição de 14.07.2004
http://veja.abril.com.br/140704/ponto_de_vista.html

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Agradecimento







Prezado Sr. Celso Santos,

É com grata satisfação e alegria que, em meu nome e no de todos os integrantes da Força Terrestre agradeço, sensibilizado, a calorosa mensagem em que Vossa Senhoria parabenizou o Exército de Caxias no transcurso do 19 de Abril.
Aproveito a oportunidade para renovar meus sinceros votos de saúde, paz e felicidade, extensivos a todos os membros da Associação de pais e mestres do Colégio Militar do Rio de Janeiro.
Cordialmente


General de Exército Enzo Martins Peri
Comandante do Exército








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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Palavras de um ex-comandante do CMRJ


Texto retirado da revista " Jubileu de Ouro " escrito por um grande comandante do CMRJ destacando o feito de um colega de turma que se tornou o Pantheon dos Pantheons.

 
 






Ao comemorar os 50 anos da Turma de 1959/CMRJ, é importante caracterizar a epoca: "Anos Dourados". Epoca em que a tonica era o respeito, e o rapaz puxava a cadeira para a moca sentar. Motivo inclusive de uma miniserie, " Os anos dourados ", onde o CMRJ e o Instituto de Educacao eram os carros chefes, ja que a epoca, todo pai e toda mae o que mais queriam era ver o filho ou a filha, no CMRJ ou no Instituto de Educacao, respectivamente. Nos anos 50, portanto, a nossa turma viveu uma adolescencia feliz e inesquecivel.
Neste universo , todos os formandos hoje sao pessoas bem sucedidas na vida. Alguns ja se foram, mas cumpriram bem o seu papel.
Destacam-se na nossa turma: 0 Ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, ex-comandante aluno, pertencente ao Pantheon, o mais brilhante de todos os que la estao,e,portanto o mais destacado comandante aluno do CMRJ, desde a sua criacao, ate os dias de hoje. Julgo que assim sera por muitos anos, fruto do seu excepcional desempenho, como aluno e companheiro. 0 comandante do Exercito Brasileiro, General de Exercito, Enzo Martins Pen, os ministros do STM: General de Exercito Sergio Ernesto Alves Conforto e o Tenente Brigadeiro Flavio de Oliveira Lencastre, o Almirante de Esquadra (FN) Marcelo Gaya Cardoso Tosta, ex-Comandante Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, gem de outros companheiros que na Marinha, no Exercito e na Aeronautica atingiram o ultimo posto, bem como companheiros civis que se destacaram nas diversas profisseies, e, os ex-Comandantes do CMRJ Coronel Antonio Luiz Rodrigues da Fonseca e Coronel Roberto Silva Mascarenhas de Moraes.
No universo dos professores, cujo percentual de excelencia era maior que noventa por cento, devo destacar, sem medo de errar, e alp& pesquisa entre os companheiros de turma os seguintes professores: o General Luiz Juca de Mello, pela competencia e bondade,embora exigente, a quem tive o prazer e a honra de homenagear, dando o nome dele ao ginasio de educacao fisica do CMRJ, numa bela solenidade, no dia 6 de maio de 1993, corn a presenca de toda a sua familia. Coincidentemente, a primeira missao quando voltou da FEB, a epoca Capita°, foi a de instrutor de Educacao Fisica do CMRJ. 0 Coronel Heraldo Carlos Leopoldo de Farias Portocarrero, pela competencia e entusiasmo. Dele incorporei este valor: "o entusiasmo", e verifiquei, ao longo da minha vida profissional, que a missao maior do chefe, do cabo ao general, é transmitir entusiasmo. 0 Coronel Afranio Vicoso Jardim, pela competencia e determinacao. Ex-combatente da FEB, ferido ern combate, mancava e tinha uma protese metalica no pe. No calor, a pr6tese aquecia e provocava dores que ele nao conseguia disfarcar. Certa vez sentado a mesa do professor, se contraia de dor, quando urn Coronel, ao passar pelo corredor das salas de aula, o viu e disse: "Jardim, vai para casa! Os garotos terminam os exercicios, depois voce corrige". Ele respondeu: "Pelo ingles eu sei que posso ir. Mas, pela nocao do cumprimento do dever tenho de ficar e you ficar". Foi uma bela e inesquecivel licao. E importante dizer que todos os tres professores destacados estiveram na FEB. 0 General Juca, a epoca Capita° e os coronas Portocarrero e Jardim,Tenentes.
Finalmente devo destacar o Tombamento do nosso querido CMRJ, conseguido apos longo processo desenvolvido por mim, durante o meu Comando, cuja marca destaca-se numa bela placa colocada pela Prefeitura do RJ, do lado de fora do colegio, na calcada, onde é destacado o resumo historic° do colegio, em portugues e ingles.
Externo a todos os meus companheiros, professores, instrutores e inspetores, corn os quais tive a sorte e a honra de conviver, a minha profunda gratidao por tudo que com todos aprendi.Muito obrigado!


 Cel Roberto Silva Mascarenhas de Moraes Ex-aluno da turma de 1959, ex-professor e ex-comandante do CMRJ

domingo, 27 de janeiro de 2013

A Melhor Profissão do Mundo




A Melhor Profissão do Mundo
Roberto Silva Mascarenhas de Moraes (*)

No dia 20/12/1962, o marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes compareceu à Academia Militar das Agulhas Negras para entregar a espada de Oficial do Exército Brasileiro, a mim, seu neto. Após a solenidade, na viagem para o Rio de Janeiro, ele me disse:
– Você escolheu a melhor profissão do mundo.
Eu perguntei: – Por quê?
– Porque o militar das Forças Armadas não tem patrão. O seu patrão é o Brasil. Desta forma, nunca ninguém vai lhe mandar passar no caixa, para acertar as contas. Por isto, você não precisa temer em expressar suas opiniões a seus chefes. Faça-o sempre com lealdade, mesmo que sua opinião seja contrária à do seu chefe. Às vezes, uma opinião que contraria a do chefe vai possibilitar a melhor decisão. Vou lhe contar um fato que ilustra muito bem esta verdade.
No retorno ao Rio de Janeiro, durante a viagem, ele me contou uma bela história.
Getúlio Vargas, aluno da Escola Preparatória do Rio Pardo, seu colega de turma, após uma punição disciplinar: “Carregar um saco de areia nas costas durante cem metros”, normal à época, irrita-se com o tenente e acaba se desligando da Escola Preparatória do Rio Pardo.
Cerca de vinte anos mais tarde, Getúlio era o presidente e ditador. O tenente era coronel. Getúlio, em conversa com o ministro da Guerra, à época, relata o fato ocorrido, quando cadete da Escola Preparatória do Rio Pardo e pergunta:
– Ele era tenente, hoje deve ser coronel.
O ministro verifica e diz:
– É o coronel Fulano.
Getúlio pergunta:
– Onde ele está servindo?
O ministro responde:
– Em Porto Alegre.
Getúlio manda transferi-lo para Manaus. Passado algum tempo, Getúlio pergunta ao ministro da Guerra:
– O coronel já está em Manaus?
O ministro responde que sim. Getúlio determina que o coronel seja transferido para Mato Grosso. Passado algum tempo, Getúlio manda transferir o coronel para o Rio de Janeiro e determina que coronel se apresente a ele.
O coronel se apresenta a Getúlio e o presidente diz ao coronel:
– O senhor se lembra de mim?
O coronel responde:
– Não, senhor.
Getúlio diz:
– Eu sou aquele cadete que acabou saindo da Escola Preparatória do Rio Pardo, tendo em vista o castigo físico que o senhor me impôs.
– Presidente, eu apenas apliquei o regulamento.
Getúlio diz:
– Eu mandei transferi-lo para o norte, oeste e leste, para mostrar que hoje eu tenho mais poder sobre o senhor do que o senhor tinha sobre mim naquela época. Mas não vou mais incomodá-lo. O senhor vai escolher um lugar para servir e eu vou mandar classificá-lo lá.
Ao que o coronel responde:
– Não, presidente. O senhor determina e eu vou se quiser. Tenho 30 anos de serviço e posso pedir transferência para a reserva. Sou empregado do Brasil e não do senhor, presidente.
Getúlio responde:
– Muito bem. Então o senhor vai ser Adido Militar em Paris.
O coronel responde:
Sim, senhor presidente.
Posteriormente Getúlio promoveu-o a general.
Esta história reflete muito bem a personalidade de Getúlio. Sabia reconhecer os valores.

(in: “Causos”, Crônicas e Outras... volume 10, páginas 233 e 234, Rio de Janeiro, CASABEL 2011)


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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Museu Virtual da FEB

 
 

 
Visite o  Museu Virtual da FEB   "A cobra ainda fuma "

sexta-feira, 29 de junho de 2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Canções


Cançaõ do Colégio Militar do Rio de Janeiro


Somos, jovens, destemidos

E vibramos: a marchar

Os alunos sempre unidos

Do COLÉGIO MILITAR

Nossa luta nos ensina

A vencer, a ter pujança,

E lutamos, só domina

Nosso peito a esperança

Companheiros leais, trabalhemos

E faremos

Num esforço, vibrante, febril

Desta casa que amamos, um templo

Um exemplo

Grandioso de amor ao Brasil!

Aqui Pátria, nós sabemos

Quanto és grande em terra e mar;

Teu valor nós aprendemos

Aprendemos a só te amar!

Nosso culto é o mesmo, agora;

Que o dos nossos pais e avós,

E alguém que mais te adora!

Não te adora mais que nós!

Companheiros leais, trabalhemos

E faremos

Num esforço, vibrante, febril

Desta casa que amamos, um templo

Um exemplo

Grandioso de amor ao Brasil!

Prossigamos na Porfia

Estudemos a valer

Com denodo e alegria

A cumprir nosso dever

Mais um dia o pranto há de

Nossos olhos inundar

Ao chorarmos a saudade

Do COLÉGIO MILITAR

Companheiros leais, trabalhemos

E faremos

Num esforço, vibrante, febril

Desta casa que amamos, um templo

Um exemplo

Grandioso de amor ao Brasil!



HINO NACIONAL BRASILEIRO

Música: Francisco Manuel da Silva (1795-1865)
Versos: Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927)



I

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!

Brasil um sonho intenso, um raio vívido,
De amor e de esperança à terra desce
Se em teu formoso céu risonho e límpido
A imagem do Cruzeiro resplandece

Gigante pela própria natureza
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza,

Terra adorada!
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada
Brasil!

II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida

Teus risonhos lindos campos tem mais flores,
"Nossos bosques tem mais vida"
"Nossa vida" no teu seio "mais amores"

Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- paz no futuro e glória no passado -

Mas se ergues da justiça a clava forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte,

Terra adorada!
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada

Dos filhos deste solo és mãe gentil

Pátria amada
Brasil!


CANÇÃO DO EXÉRCITO

Letra: Ten Cel Alberto Augusto Martins
Música: T. de Magalhães



Nós somos da Pátria a guarda,
Fiéis soldados,
Por ela amados.
Nas cores de nossa farda
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Em nosso valor se encerra
Toda a esperança
Que um povo alcança.
Quando altiva for a Terra
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.


A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor.


Como é sublime
Saber amar,
Com a alma adorar
A terra onde se nasce!
Amor febril
Pelo Brasil
No coração
Nosso que passe.


E quando a nação querida,
Frente ao inimigo,
Correr perigo,
Se dermos por ela a vida
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.


Assim ao Brasil faremos
Oferta igual
De amor filial.
E a ti, Pátria, salvaremos!
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.


A paz queremos com fervor, etc.


HINO À BANDEIRA

Music: Francisco Braga (1868-1945)
Versos: Olavo Bilac (1865-1918)





Salve lindo pendão da esperança,
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz

Recebe o afeto que se encerra,
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul...

Recebe o afeto...

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amados,
poderoso e feliz há de ser

Recebe o afeto...

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor.

Recebe o afeto...



HINO DA INDEPENDÊNCIA

Música: D. Pedro I (1798-1834)
Versos: Evaristo da Veiga (1799-1837)





Já podeis da Pátria filhos
Ver contente a mãe gentil,
Já raiou a liberdade,
No horizonte do Brasil

Brava gente, brasileira,
Longe vá temor servil,
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil

Os grilhões que nos forjava,
Da perfídia astuto ardil,
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil

Brava gente, ...

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil
Vossos peitos, vossos braços,
São muralhas do Brasil

Brava gente, ...

Parabéns, ó Brasileiros!
Já com garbo juvenil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil

Brava gente,




HINO A CAXIAS

Letra: Francisco de Paulo Gomes
Música: D Aquino Correia




Sobre a história da Pátria, ó Caxias,
Quando a guerra troveja minaz,
O esplendor do teu gládio irradias,
Como um íris de glória e de paz.

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Foste o alferes, que guiando, na frente,
O novel pavilhão nacional,
Só no Deus dos exércitos crente,
Coroaste-o de louro imortal!

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

De vitória em vitória, traçaste
Essa grande odisséia, que vai
Das revoltas que aqui dominaste,
Às jornadas do atroz Paraguai.

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Do teu gládio sem par, forte e brando,
O arco de ouro da paz se forjou,
Que as províncias do Império estreitando
À unidade da Pátria salvou.

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Em teu nome ó Caxias, se encerra
Todo ideal do Brasil militar:
Uma espada tão brava na guerra,
Que fecunda na paz a brilhar!

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.

Tu, que foste, qual fiel condestável,
Do dever e da lei o campeão
Sê o indígete sacro o inviolável,
Que hoje inspire e proteja a Nação!

Salve, Duque Glorioso e sagrado
Ó Caxias invicto e gentil!
Salve, flor de estadista e soldado!
Salve, herói militar do Brasil.




HINO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Música: Leopoldo Miguez (1850-1902)
Versos: Medeiros e Albuquerque (1867-1934)



Seja um pálio de luz desdobrado,
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus.
Seja um hino de glória que fale,
De esperança de um novo porvir,
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir.

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.

Nós nem cremos que escravos outrora,
Tenha havido em tão nobre país
Hoje o rubro lampejo da aurora,
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais, ao futuro
Saberemos unidos levar,
Nosso augusto estandarte, que puro,
Brilha avante, da Pátria no altar.

Liberdade! etc...

Se é mistér de peitos valentes,
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes,
Batizou este audaz pavilhão.
Mensageiro de paz, paz queremos,
E de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos,
Heis de vernos lutar e vencer.

Liberdade! etc...

Do Ipiranga é preciso que o brado,
Seja um grito soberbo de fé,
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia pois, brasileiros, avante!
Verde louros colhamos louçãos,
Seja o nosso país triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! etc...



GRITO DE GUERRA DOS COLÉGIOS MILITARES


-E ao colégio nada?

Tudo!

-Então, como é, como é que é?

Zum, Zaravalho,

Opum, Zarapim, Zoqué,

Oqué qué, Oqué qué, Zum!

Pinguelim, pinguelim, pinguelim,

Zunga, zunga, zunga,

Catimaribau, catimaribau,

Exau, exau,

COLÉGIO!




CANÇÃO DA INFANTARIA

Hildo Rangel/Thiers Cardoso



Nós somos estes infantes
Cujos peitos amantes,
Nunca temem lutar,
Vivemos, morremos,
Para o Brasil nós consagrar !


Nós, peitos nunca vencidos
De valor desmedidos,
No fragor da disputa,
Mostremos
Que em nossa pátria temos,
Valor imenso
No intenso da luta.

(Início do estribilho)
És a nobre Infantaria,

Das armas a rainha,
Por ti daria
A vida minha,
E a glória prometida,
Nos campos de batalha,
Está contigo
Ante o inimigo
Pelo fogo da metralha !
És a eterna majestade,
Das linhas combatentes
Es a entidade,
Dos mais valentes.
Quando o toque da vitória
Marcar nossa alegria
Eu cantarei,
Eu gritarei,
És a nobre Infantaria !

(Fim do estribilho)

Brasil, dar-te-ei com amor,
Toda seiva e vigor,
Quem em meu peito se encerra,
Fuzil ! Servil !
Meu nobre amigo para guerra !
Ó meu amado pendão,
Sagrado pavilhão,
Que a glória conduz,
Com luz, sublime,
Amor se exprime
Se do alto me falas,
Todo roto por balas!

Estribilho



CANÇÃO DA CAVALARIA

Teófilo Ottoni da Fonseca



Arma ligeira que transpõe os montes,
Caudais profundos, com ardor e glória,
Estrela guia em negros horizontes
Pelo caminho da luta e da vitória.

(Início do estribilho)
Cavalaria..., Cavalaria

Tu és na guerra a nossa estrela guia!
(Fim do estribilho)



Arma de tradição que o peito embala
Cuja história é de luz e de fulgor
Pelo choque, na carga, ela avassala
E ao inimigo impõe o seu valor.

Estribilho

Montado sobre o dorso deste amigo,
O cavalo que altivo nos conduz,
Levamo-lo também para o perigo,
Para lutar conosco sobre a cruz.

Estribilho



De Andrade Neves e Osório, o legendário,
E de outros heróis que honram a nossa história,
Evocamos o valor extraordinário
Pelo Brasil a nossa maior glória.

Estribilho


CANÇÃO DA ARTILHARIA

Jorge Pinheiro



Eu sou a poderosa Artilharia
Que na luta se impõe pela metralha,
A missão das outras armas auxilia
E prepara o campo de batalha
Com seus tiros de tempo e percussão (BIS)
As fileiras inimigas levo a morte e a confusão.
Se montada, sou par da Infantaria,
Nos combates, nas marchas, na vitória !
A cavalo acompanho a Cavalaria,
Nos contatos, nas cargas e na glória
Com rajadas de fogo surpreender (BIS)
As vanguardas inimigas e depois retroceder.
Quer de costa, antiaérea ou de campanha
Eu domino no ar, no mar, na terra,
Quer no forte, no campo ou na montanha,
Vibra mais no canhão, a voz da guerra,
Da batalha sinistra a melodia (BIS)
É mais alta na garganta da Pesada Artilharia.
Se é mister um esforço derradeiro
Em fazer do seu corpo uma trincheira,
Abraçado ao canhão morre o artilheiro
Em defesa da pátria e da Bandeira.
O mais alto valor de uma nação (BIS)
Vibra n'alma do soldado, ruge n'alma do canhão.
Hurra ! ... Hurra !... Hurra !...


CANÇÃO DA ENGENHARIA

Aurélio de Lyra Tavares/Hildo Rangel



Quer na paz, quer na guerra, a Engenharia
Fulgura, sobranceira, em nossa história
Arma sempre presente, apoia e guia
As outras Armas todas à vitória.
Nobre, indômita, heróica e secular,
Audaz, na guerra, ao enfrentar a morte,
Na paz, luta e trabalha, sem cessar,
Pioneira brava de um Brasil mais forte.

(Início do estribilho)

O castelo lendário, da Arma azul-turquesa,
Que a tropa ostenta, a desfilar, com galhardia
É um escudo de luta, é o brasão da grandeza
E da glória sem fim, com que forja a defesa
E é esteio, do Brasil a Engenharia.

(Fim do estribilho)



Face aos rios ou minas, que o inimigo
Mantém, sob seu fogo, abre o engenheiro
A frente para o ataque e, ante o perigo,
Muitas vezes, dos bravos é o primeiro.
Lança pontes e estradas, nunca falha
E em luta as suas glórias ressuscita,
Honrando, em todo o campo de batalha,
As tradições de Vilagran Cabrita.

Estribilho



CANÇÃO DAS COMUNICAÇÕES

Aloísio Pereira Pires/Abdon Lyra



Pelas estradas sem fim,
ou pelo campo caminha a Glória.
Os nossos fios, as nossas antenas
transmitem essas vitórias.
Quando soa a metralha
ou o ronco dos canhões
Nos céus da Pátria ecoa
teu nome comunicações.

(Início do estribilho)
E quando a vitória vier
Alguém falará no porvir:
Na paz, assim como na guerra
Teu lema é sempre servir.
(Fim do estribilho)


Dentro das noites escuras
o teu trabalho silente será.
E nessa mudez somente a bravura
ao teu lado caminhará
Sempre estarás na vanguarda
e cumprirás do Comando as missões,
Com o nome de Rondon,
pulsando em nossos corações.

Estribilho


CANÇÃO DA INTENDÊNCIA

Autor Desconhecido



Companheiros, nos combates não esqueçamos
Que o Brasil nos delegou grande missão
Sem temor a ela assim nos dedicamos
Dando à tropa equipamento e provisão.

(Início do estribilho)

Pela glória do Brasil tudo faremos,

Das granadas o fragor não nos aterra,
Somos fortes e o inimigo venceremos
P'ra manter a tradição de nossa terra.

(Fim do estribilho)

Na Academia, nossa formação querida,
Bittencourt, nosso patrono, e vós Caxias
Sois exemplos que seguimos toda vida
P`ra grandeza do Brasil em nossos dias.

Estribilho

De norte a sul, sob o sol rijo a brilhar.
Ou bem longe desta terra varonil,
Marcharemos nos comboios a cantar
Nossos feitos de soldados do Brasil.

Estribilho


CANÇÃO DO MATERIAL BÉLICO

José dos Santos Rodrigues





Nos paióis, nas oficinas
Enfrentando ardis e minas
Porfiaremos de alma forte,
Com denodo e valentia.
Noite e dia sem cessar,
Cumpriremos nosso dever,
Pouco importa vida ou morte,
Nosso intuito é vencer.



(Início do estribilho)
Na paz o progresso
Na guerra, a vitória
Construir a grandeza
Lutar pela glória
Da pátria com ardor
Com arrojo e bravura.
(Fim do estribilho)



Com esforço de gigante,
Seguiremos sempre avante,
Sem temer treva ou metralha,
Cumpriremos a missão.
Apoiando a vanguarda,
Quer no ataque ou na defesa,
Do triunfo na batalha,
Levaremos a certeza.

Estribilho



CANÇÃO DA ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS

Autor: Cad Antonio Pádua Vieira da Costa


Academia Militar,

Heróis a lutar

por um Brasil melhor

na paz como na guerra,

honrando as tradições da nossa terra

Cadete, do Brasil,

conduz o teu fuzil,

ao lado do canhão,

a par da Engenharia

da Intendência e da Cavalaria

Material Bélico e Comunicações

Somos a esperança,

de um Brasil inteligente ,

liderança do continente

Irmãos brasileiros,

formai entre nós,

brasileiros, sois todos vós

Amor ao Brasil,

Amor à bandeira,

seja o lema

Da mocidade brasileira




HINO DA EPCAR

Tenente R. G. de Breyne

Somos da Escola Preparatória
De Cadetes do Ar,
A nossa glória
É honrar a farda
Nosso lema
É estudar

Estribilho



Escola de Barbacena
Entre montanhas
E o céu de anil
Preparas para o futuro
Os jovens
Do Brasil,
Mais tarde, na Academia
Como pilotos
Na paz ou guerra,
Levaremos bem para o alto
O pendão
De nossa Terra



Nós os alunos da Força Aérea
Com valor, com moral
Sempre lutando
Alcançaremos
Nossa meta
Nosso ideal

Estribilho...


Escola de Barbacena
Entre montanhas
E o céu de anil
Preparas para o futuro
Os jovens
Do Brasil,
Mais tarde, na Academia
Como pilotos
Na paz ou guerra,
Levaremos bem para o alto
O pendão
De nossa Terra



HINO DO COLÉGIO NAVAL

Letra: Júlio de Camargo
Música: Luís Felipe Magalhães



Ao deixarmos com orgulho os nossos lares
Nós dizemos com fé e emoção
A Marinha sempre forte pelos mares
É o desejo de nossos corações

Pela honra de servir à Pátria amada
E por ela viver e lutar
Somos hoje a esperança da Armada
E o futuro da Pátria no Mar.


Colégio Naval!
Esperança da Armada Brasileira
O nosso ideal
É no alto manter nossa Bandeira. Colégio Naval!
Sempre avante com garbo varonil
Daremos nossas vidas
Para a glória do Brasil! Sempre unidos pela Pátria lutaremos
Como Greenhalgh lutou até morrer
O auriverde pavilhão defenderemos
Sempre atentos à lei e ao dever.A Marinha dedicamos nossa mente
Nossa alma e o braço viril,
Porque somos na hora presente
Marinheiros do nosso Brasil.




CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO

Guilherme de Almeida/ Spartaco Rossi

Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais.



Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Do pampa, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios,
Da minha terra natal.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra,
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá!



Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.




Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,



Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos p'ra mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim !

Estribilho



Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.



Deixe lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.

Estribilho




Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.



Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !

Estribilho



FIBRA DE HERÓI

BARROS FILHO e G.PEIXE



Se a Pátria querida
For invadida
Pelo perigo
Na paz ou na guerra,
Defende a terra
Contra o inimigo
Com ânimo forte
Se for preciso
Enfrenta a morte
Afronta se lava
Com fibra de herói
De gente brava

Bandeira do Brasil
Ninguém te manchará
Teu povo varonil
Isso não consentirá,
Bandeira idolatrada
Altiva a tremular onde a liberdade
É mais uma estrela
A brilhar.



CANÇÃO "CISNE BRANCO"


Música: Primeiro-Sargento (Exército Brasileiro) Antonio Manoel do Espírito Santo
Letra: Primeiro-Tenente (Marinha do Brasil) Francisco Dias Ribeiro


Qual cisne branco que em noite de lua
Vai deslizando num lago azul,
O meu navio também flutua
Nos verdes mares de Norte a Sul

Linda galera que em noite apagada
Vai navegando num mar imenso
Nos traz saudades da terra amada
Da pátria minha em que tanto penso


Qual linda garça que aí vai cruzando os ares
Vai navegando
Sob um belo céu de anil
Minha galera
Também vai cruzando os mares
Os verdes mares,
Os mares verdes do Brasil


Quanta alegria nos traz a volta
À nossa Pátria do coração
Dada por finda a derrota
Temos cumprido nossa missão.



(APESAR DE SER A MAIS CANTADA E CONHECIDA CANÇÃO
DA MARINHA DO BRASIL, NÃO É SUA CANÇÃO OFICIAL)